Minhas Experiências

Este é um espaço interativo, onde podemos conversar um pouco sobre nossas experiências pessoais e as consequências dessas decisões em nossas vidas.

Pretendo escrever um pouco sobre algumas mudanças que fiz em relação aos meus hábitos alimentares e o que representou essas mudanças em minha vida:

Entre essas coisas vou escrever sobre quando decidi:

- parar de tomar refrigerante;
- parar de comer carne;
- parar de consumir açúcar refinado;
- escolher melhor o que assistir na televisão;
- diminuir o consumo de café preto;
- Substituir o glúten por outros produtos;
- Substituir a lactose por leite vegetal;
- Substituir o sal refinado por sal rosa do himalaia e outras coisas que forem surgindo.

Parar de comer carne

Comecei radicalmente, parando de comer carne vermelha, de frango e todos os embutidos. Por último e aos poucos peixe.


Foram vários os motivos que me levaram a repensar minha alimentação que era carnívora.

- O respeito irrestrito por todos os seres vivos animais;

- A convivência com um amigo vegetariano;

- A desumanidade com que os “humanos” tratam os aminais, visualizado em diversos vídeos que continham como os animais são tratados para o abate, como são alimentados para acelerar o seu processo de crescimento, como são selecionados, neste momento a grande crueldade, pois, aqueles com qualquer tipo de imperfeição era descartado como um objeto. Tudo isso gerou muita dor e compaixão devido aos maus tratos, pois, são criados em lugares inadequados, sem o minimo de condições para se movimentarem e exercer seus instintos.

- Minha saúde física – maus tratos aos animais gera uma carne doente, estressada, além dos hormônios que são utilizados pela indústria para engorda. Anabolizantes para aumentar a massa corporal gerando desequilíbrio naqueles que a consomem.  Pesticidas cancerígenos, como o DDT, corantes como o benzopireno para manter a carne avermelhada. Produtos químicos como nitrato de potássio e o sulfito de sódio para dar cor e boa aparência, tb cancerígeno. Muitos antibióticos e remédios veterinários que também são absorvidos pelo organismo de quem ingere.

- Espiritualidade – quando despertei para trilhar o caminho espiritual mais ativo, senti que a prática de comer carne não era condizente com esse caminho por saber ser imoral, violento e desreipeitoso o tratamento que os animais tem em nosso planeta. Como viver e sentir o amor incondicional a todas as formas de vida e ao mesmo tempo contribuir para a violência, para a matança de seres criados por Deus? Algo não combina nessa matemática e parar de comer carne foi tranquilo devido as minhas convicções ora assumidas.

Achei muito pertinente esse pensamento, que transcrevo, cuja fonte está abaixo:

“Quando a mente começa a mudar, paralelo a isso o estômago começa a mudar. Esta é minha observação, que as pessoas que meditam terão de chegar ao momento em que seus estômagos terão de ser reajustados. É por isso que os grandes meditadores vieram a acreditar no vegetarianismo. Essa não era uma filosofia, nada tinha a ver com qualquer atitude filosófica. Através de meditações profundas eles vieram a compreender que não tinham estômago para muitas coisas, era impossível.
O vegetarianismo nada mais é do que um sub-produto da meditação profunda. Se uma pessoa segue meditando, aos poucos perceberá que é impossível comer carne. Não que alguém diga para não comer, mas, se você entrar fundo em meditação, um dia não terá estômago para isso, será nauseante. A própria idéia de comer carne lhe dará ânsia de vômito e ela não será tolerada pelo seu estômago. Agora você está sentido que está em um mundo suave, tão sutil e refinado que não pode acreditar que antes comia carne. Parece impossível, e para quê?
Podemos colocar carne e coisas assim no estômago porque muitos instintos primitivos estão na mente: raiva, ganância, ódio, violência. Uma vez desaparecidas essas coisas da mente, então o paralelo também desaparecerá no estômago.”

Hoje, depois de um ano sem comer carne, busco na meditação um encontro comigo mesma e percebo claramente a importância que a atitude de parar de comer carne tem nesse processo.

Fonte: http://www.vegetarianismo.com.br/sitio/index.phpoption=com_content&task=view&id=1760&Itemid=40 



Parar de tomar refrigerante


Quando comecei a tomar refrigerante ele era um artigo de luxo em minha casa, portanto, só tomávamos aos finais de semana e era um copo por pessoa. Ao colocar esse líquido na boca, a sua doçura exagerada me conquistou e era uma festa quando o final de semana chegava para poder tomá-lo. Todas as crianças gostavam e seguimos a vida toda tomando, sem ter nenhum conhecimento sobre sua fórmula e os ingredientes que o compõe, seguimos achando que ele era algo inofensivo que não nos causaria mal algum. 

Chegando na fase adulta, já mãe de dois filhos, também consumidores de refrigerante, um belo dia, já com esse movimento de conscientização acontecendo, me dei conta do quanto estava sendo levada a consumir algo que traz pouco ou nenhum valor nutritivo e muitas calorias. Fui olhar o rótulo e aqueles nomes estranhos não me diziam nada, apenas que parecia não ser bom. Pesquisei um pouco e pude comprovar os malefícios de seus componentes. Grande quantidade de açúcar e ácidos que  provoca cárie e obesidade. O açúcar ainda causa uma fermentação no intestino, aumentando a produção de gases e consequentemente, o inchaço. O alto teor de fósforo interfere na absorção de cálcio. A cafeína pode provocar problemas comportamentais e de desenvolvimento em crianças. O seu alto teor de sódio favorece a hipertensão e doenças cardiovasculares. 

E então, depois disso tudo decidi que não iria mais tomar refrigerante e isso já faz 8 anos. Confesso que no começo fiz uma substituição também não muito saudável, optei pelos sucos de caixinha e de leite de soja. Depois, analisando os rótulos desses, também percebi que estava apenas trocando seis por meia dúzia e desisti dos sucos industrializados. Então, passei a tomar água mineral, água de coco e suco natural. Pra mim o mais importante foi ter conseguido manter o que acredito ser o melhor para minha saúde e além disso, perceber que as escolhas estão em minhas mãos e posso dizer não a alimentos que não são saudáveis. Depois desse episódio, passei a ser mais seletiva ao que compro e ao que consumo na alimentação e nas diversas áreas da minha vida.

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